class main AboutMe { exec(); }
Foi algures nos anos 92/93 que tive o meu primeiro verdadeiro quarto. O anterior tinha era uma espécie de conjunto muito fateloso que tinha sido uma doação por parte dum amigo dos meus pais.
Lembro-me falar que apenas queria um quarto simples, uma mesa com suporte deslizante para por um computador (isso com 12/13 anos), algo que não fosse comum e nada de clássico. Não sabia o que queria, mas sabia o que não queria.
Esperei, esperei, esperei até esquecer-me... Um dia, a minha mãe anunciou-nos a todos que tinha escolhido a minha mobília com a prima I. e que seria entregue ainda esta mesma semana. Lembro-me do meu pai ficar muito chateado com ela por ter ido comprar a mobília sem lhe ter dito nada e que um colchão era mais do que suficiente para dormir quando mais aquilo que já tinha (a tal que tinha sido dada - velha e pequena). Já nesta altura, a minha Guerreira teve de esconder o verdadeiro montante do quarto completo não só por vergonha, mas também por receio da reacção do meu pai. Fez um crédito e durante vários meses pagou o quarto em segredo...
E aconteceu. Finalmente, a minha mobília. A minha primeira verdadeira cama, o meu primeiro espaço pessoal, as minhas gavetas para por a minha roupa e os meus livros, revistas. Tudo o que era meu, tinha finalmente encontrado o seu sítio para ser arrumado. O meu espaço criou-se neste dia, o mundo teve um local para viver e noites para me ver crescer.
Adorei essa mobília, não apenas porque era linda de morrer mas também porque era confortável e era algo que já queria há muitos anos. A minha casa nunca transpirou dinheiro e ter uma mobília para mim era sinal que estava a crescer e que pelas minhas contas da altura seriam móveis que iriam durar pelo menos até aos meus 18 anos. Sempre tive um certo prazer em estimar os meus objectos e avaliar o quanto seria um bom investimento. O dinheiro era pouco e o quarto tinha de durar o máximo possível... Nunca me passou pela ideia, que além de ser o meu primeiro iria ser o meu único quarto. E que ao longo dos anos ia seguir-me...

Hoje, a minha mobília já conheceu 4 casa diferentes, já não está completa, já sofre da idade e das mudanças, já tem cola,  um dos lados da cama segura com um dicionários da época... Um velho quarto, é o que tenho... Mas depois de tantos anos, tantas noites, tantas vivências, tanta história, deixou de ser um simples quarto e já faz parte de mim.

Hoje tenho 30 e estou deitado nesta minha cama, na minha primeira verdadeira cama... Sabe-me bem, sinto-me em casa, sinto-Me. E estou feliz, sim feliz... Só por estar aqui...

2 comentários | Publicado por Ruben Alves @ 22/03/11 01:42

Cláudia@ 2011-03-22 (11:23:25)
Por vezes bastam pequenos objectos para nos fazer sentir em casa...
Recordo-me do meu primeiro quarto e lembro-me de chorar quando troquei de mobilia...
Mas pronto, isto sou eu que sou muito agarrada às coisas...

Gostei do texto :)

Beijinho

Joana@ 2011-03-23 (23:19:28)
Pequenas coisas que significam tanto. No teu caso, não era uma pequena coisa, era bem grande, e imagino como te deve ter sabido bem quando conseguiste. :)

Eu nunca tive essa situação quanto ao quarto, mas lembro-me quando tive a minha primeira televisão no quarto. Não me lembro que idade tinha, mas a tv era amarela, e colei-lhe um monte de autocolantes dos Teletubbies. Hoje, já mudei de quarto, e continua a ser a minha tv, e dá bem como sempre deu, e tem os mesmos autocolantes de sempre, e vai ser sempre a minha tv. :)))
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A tua espera

Ruben... Quem sou? Nascido em Novembro de 1980, Sagitáriano puro e duro com ascendente Aquário. Sou canhoto, adoro arte, computadores, fotografia, redes, programação, design, música. Odeio futebol, bacalhau e injustiça.

Neste momento sou um Jovem de 30 anos, curioso pela vida, curioso por tudo o que mexe, tudo que respira, que faça ruídos. Encanto-me facilmente com uma gota de água a bater no vidro mas não fico impressionado com um Ferrari. Gosto das coisas simples da vida, um olhar, um sorriso, um simples gesto. Adoro amar, como gosto de ser amado. Não troco o meu leitor DVD por uma PlayStation, no entanto trocaria um filme por uma bela fotografia.

Não sou complexo, apenas perplexo... tudo depende do ponto de vista.

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