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No meu último post, recebi um comentário muito interessante do José Xavier, o qual tive o cuidado de validar imediatamente, apesar de saber que não teria tempo para responder na hora. No entanto, aproveito este tempinho para responder e já agora partilho a minha ideia sobre a questão por ele levantada.
Bem ingénuo é aquele que pensa que uma manifestação de 10, 20.000 ou 100.000 pessoas poderá mudar alguma coisa à estado das coisas. Temos de ser realistas, estamos todos na merda. Salários da treta para profissões altamente técnicas, escassez do mercado, instabilidade empresarial, nível de vida altíssimo... Estamos num país de que está na merda e nós no meio dela, mas isso ao meu ver nem é o pior. O grande problema nem são os políticos, são mesmo as pessoas. Porque são mesmo as pessoas que fazem um um povo.
Não nos devemos esquecer que os políticos são a imagem do povo... E aí já remetemos as ideias no sítio ao pensar que em Portugal o problema são os portugueses. Porque de facto são mesmo! Temos a mania da mediocridade, os últimos da tabela, ficamos satisfeitos com pouco e não nos ralamos com muito.
Sem dúvida que para mim, é mais importante constatar que somos capazes de ter uma visão desconstrutiva do que nos rodeia e sermos capazes de organizar-nos de forma a manifestar não só apenas o que está mal, como também quando simplesmente não nos sentimos bem do que utopicamente mudar algo que é obra de anos de má gestão. Logo não existe um culpado ou responsável, mas sim 10 milhões de pessoas que durante anos não se ralaram com o futuro. Somos todos responsáveis (eu também estou neste saco). A grande parte das pessoas está com a corda ao pescoço numa cadeira feita de papel e a chover...
Infelizmente, estamos a falar de uma grande quantidade de pessoas que nem 10 euros conseguem poupar ao fim do mês, estamos a falar de jovens com excelentes capacidades e um potencial enorme que estão simplesmente parados na vida só porque não conseguem receber mais do que 500 euros mensais....  Claro que a culpa directa não é do estado, mas talvez ao fazer barulho isto passaria a ser uma prioridade do mesmo.
Se há pessoas que se safam melhor? Sim é verdade... Ninguém está à espera que o dinheiro caia do céu, já foram colocados em vários blogs testemunhos de oitentistas (dos anos 80...) com um pequeno resumo do percurso. Não são casos isolados, existem casos de sucesso, mas são demasiados poucos.

Se votei Sócrates? Votei. Se manifesto a minha revolta? Manifesto. Não porque ele é responsável, mas sim porque mais do que mudar é necessário mexer-se, inverter tendências e deixarmos de clicar em "LIKES" estúpidos sem levantar a peida da cadeira (é que convém mesmo levantar-se, está mesmo a chover a potes...).

(Em modo cheguevarista.)
6 comentários | Publicado por Ruben Alves @ 01/03/11 00:07

José Xavier@ 2011-03-01 (0:42:17)
Na minha opinião faz muito mais sentido um pensamento deste género, em que, embora saibamos que as coisas não estão bem temos que noção que elas têm que mudar e temos que ser nós a mudar.

Um dos problemas que falas tanto no tópico anterior como neste é dos salários, como estado social que somos deve-se garantir mínimos no entanto estes mínimos em Portugal são demasiado altos e acho que as pessoas não têm noção disso, e aqui acredito que uma grande parte das pessoas começasse a dizer que eu estou parvo, mas o problema é que como há este mínimo muitas empresas depois não conseguem fazer a real distinção dos ordenados dentro da empresa porque simplesmente não conseguem, para aumentar a uns teriam que reduzir a outros e não podem reduzir porque existe o mínimo, por outro lado já estou a ver algumas empresas a baixar os salários a toda a gente caso o ordenado mínimo baixasse.

Outro dos exemplo que existe é o dos despedimentos, muitas vezes as empresas são acusadas injustamente, tenho uma pessoa na familia que possui uma empresa, e essa pessoa para não falhar com os ordenados dos empregados é capaz de até esperar mais um mês para tirar o dele, no entanto acho isto muito mau, porque foi essa mesma pessoa que no inicio arriscou ao criar a empresa, que meteu todo o dinheiro necessário, no entanto se ele não pagar aos empregados os empregados podem ir reclamar, se ele não tirar o dele ninguém lhe vem perguntar porque não o tira, e por exemplo, agora tem uma empregada que está gravida (aqui o gravida é só para justificar o facto de ter sido necessária outra empregada) e então veio outra substituir e esta trabalha muito melhor que a outra, mas sem margem para duvidas, no entanto quando a outra vier, a que está la agora regressa para o desemprego, e a outra cai continuar, desculpem a expressão, a pastar, no entanto esse familiar não pode despedir a outra e dizer que tem uma empregada que trabalhe melhor, não pode simplesmente!

São este tipo de coisas que muitas vezes no dia-a-dia criticamos e acho que as vezes nem se pensa muito bem nas consequências, eu olho para estas situações destas maneiras mas aceito que outras pessoas olhem de outra.

Acima de tudo acho que são assuntos muito complexos e só será possível simplificar se dividirmos a complexidade por todos!

xpto@ 2011-03-01 (8:33:11)
E voltarias a votar Sócrates?

Ruben Alves@ 2011-03-01 (11:32:46)
XPTO estarias a testar-me? hahahaha

céptico@ 2011-03-01 (16:33:19)
Concordo totalmente.
No entanto, nada melhor do que verificarmos para onde vão na realidade os nossos impostos. Como sempre nos mantemos à espera que surja da névoa do nosso fado, um qualquer D.Sebastião que modifique esta estado de coisas, nós, povo, não sabemos, ou não queremos dar-nos ao trabalho de tentarmos tal modificação... exigindo explicações e correcções. Não, nada fazemos. Vamo-nos sujeitando à cada vez maior e mais apertada escravidão, sem ter voto na matéria - será isto democracia? - até ao dia em que os avós nada tenham para nos dar, os pais... idem aspas aspas e lá fora não haja lugar onde possamos trabalhar e ter alguma dignidade... aí, julgo que os mais novos e, consequentemente, os mais afectados pelos erros políticos que se cometeram durante décadas, senão séculos, serão FINALMENTE os que quebrarão tão acomodado papel de \"povo de brandos costumes\". Esperemos que assim aconteça... até lá, leiam isto:
«Os especuladores internacionais têm nome: chamam-se Sócrates e Teixeira dos Santos» http://quartarepublica.blogspot.com/2011/02/os-especuladores-internacionais-tem.html

céptico@ 2011-03-01 (16:34:17)
Concordo totalmente.
No entanto, nada melhor do que verificarmos para onde vão na realidade os nossos impostos. Como sempre nos mantemos à espera que surja da névoa do nosso fado, um qualquer D.Sebastião que modifique esta estado de coisas, nós, povo, não sabemos, ou não queremos dar-nos ao trabalho de tentarmos tal modificação... exigindo explicações e correcções. Não, nada fazemos. Vamo-nos sujeitando à cada vez maior e mais apertada escravidão, sem ter voto na matéria - será isto democracia? - até ao dia em que os avós nada tenham para nos dar, os pais... idem aspas aspas e lá fora não haja lugar onde possamos trabalhar e ter alguma dignidade... aí, julgo que os mais novos e, consequentemente, os mais afectados pelos erros políticos que se cometeram durante décadas, senão séculos, serão FINALMENTE os que quebrarão tão acomodado papel de "povo de brandos costumes". Esperemos que assim aconteça... até lá, leiam isto:
«Os especuladores internacionais têm nome: chamam-se Sócrates e Teixeira dos Santos» http://quartarepublica.blogspot.com/2011/02/os-especuladores-internacionais-tem.html

céptico@ 2011-03-01 (16:36:10)
Concordo totalmente.
No entanto, nada melhor do que verificarmos para onde vão na realidade os nossos impostos. Como sempre nos mantemos à espera que surja da névoa do nosso fado, um qualquer D.Sebastião que modifique este estado de coisas, nós, povo, não sabemos, ou não queremos dar-nos ao trabalho de tentarmos tal modificação... exigindo explicações e correcções da classe política. Não, nada fazemos. Vamo-nos sujeitando à cada vez maior e mais apertada escravidão, sem ter voto na matéria - será isto democracia? - até ao dia em que os avós nada tenham para nos dar, os pais... idem aspas aspas e lá fora não haja lugar onde possamos trabalhar e ter alguma dignidade... aí, julgo que os mais novos e, consequentemente, os mais afectados pelos erros políticos que se cometeram durante décadas, senão séculos, serão FINALMENTE os que quebrarão tão acomodado papel de "povo de brandos costumes". Esperemos que assim aconteça... até lá, leiam isto:
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Ruben... Quem sou? Nascido em Novembro de 1980, Sagitáriano puro e duro com ascendente Aquário. Sou canhoto, adoro arte, computadores, fotografia, redes, programação, design, música. Odeio futebol, bacalhau e injustiça.

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