class main AboutMe { exec(); }
Ah, último dia! Apesar do bom tempo, estar de férias longe de casa e dos que mais gostamos também cansa. E começo a pensar no meu regresso, nas minhas saudades, nos e-mails que já devo ter, das centenas de conversas em várias mailings-lists, RSS até nunca mais acabarem... Enfim, uma semana longe da civilização deixa-me um pouco tenso por não saber o que está a acontecer no resto do mundo.
Ao programa do último dia: Mad Max versão 2010 às 9 da manha e jantar de despedida à noite.
9h20: o Samy finalmente aparece com uns mini-vans (todos com mais de 700.000kms), para levar o grupo até ao centro de safari. Uma vez o grupo no local, é feito uma breve introdução à moto 4 e claro, mais uma vez uma sessão de vendas. Desta vez era uns panos para por à volta da cabeça. Este povo tem mesmo o dom do negócio. E preciso mesmo saber regatear para tudo (até com as visitas no médico!).
Uma vez o cu pousado no banco da moto 4, começamos a viagem. Ou melhor a epopeia. Sim, porque uma viagem no deserto com uma moto 4 sem manutenção, com pneus gastos, secos e carecas e um guia que vai sempre a derreter pela areia fora não é por si um sinal positivo. A segunda equipa que supostamente fecha o comboio estava mais preocupada em fazer filmagens para vender depois. Estes dois factores acaba criar situações inevitáveis como:
- avarias por falta de combustível no meio do deserto
- pessoas com dificuldades em seguir a acabarem por ficar perdidas
- avarias por falta (ausência) de manutenção levaram pessoas a ter de passear como passageiro noutras motas
- e claro, a tensão alta por verificarmos jantes apertadas com dois parafusos, cilindros que milagrosamente seguram com 3 porcas, motores cansados, rodas de tamanhos diferentes, pneus carecas, arames a segurarem tubos e fios, motas sem chaves (ligação directa), travões que não travam...



Tirando estes pormenores que apimentaram o passeio, nada tenho a dizer sobre o passear pelo deserto. E semelhante ao navegar no meio do mar, nada no horizonte a não ser areia, dunas e cascalho. O vento quente repleto de areia, fustigava o rosto e os olhos. Mas naquele momento, o sentimento de solidão e quase absoluto. Uma experiência única sem dúvida. No meio da viagem paramos num campo de beduínos, no qual nos foi servido um chá em chávenas ferrugentas. Como já não estava muito confiante do meu estômago, deixei-me estar.
Uma vez de regresso ao hotel, aproveitei o último dia até ao último raio de sol baloiçando entre os escorregas, praia e piscina.
O jantar de despedida foi feito na praia, mais uma vez à imagem do hotel (sem sentido). Por isso, não há muito a comentar tirando o facto de não ter comido quase nada devido ao meu aparelho digestivo. Tive de regressar ao quarto, no qual estou há duas horas, com idas sucessivas à casa de banho. Nunca me senti tão mal em qualquer viagem. É a aflição total. Só espero conseguir controlar qualquer crise amanha...





E depois de tantos dias de bem-bom, sol, descobertas, fotografias e momentos, está na hora de arrumar tudo e começar a viagem de regresso. Espero que tenham tido tanto prazer a ler estes textos, como tive o prazer em escreve-los. Espero igualmente que ao longo destas linhas puderam entender um pouco mais sobre o Egipto e que talvez tenham tido alguma curiosidade como potenciais turistas. O Egipto é um excelente destino para férias ou para quem tenha prazer em mergulhos nos corais. O povo é muito mais acolhedor do que os Gregos ou outro pais da Europa (tirando Portugal – E não fui eu que o disse). Existe uma verdadeira cultura do turista, somos realmente tratado como réis, como algo de importante para a vida económica do pais e aqui todos o sabem e todos fazem para que as férias sejam boas. E claro, o tempo... 30 graus às 8h30 da manha, com cerca de 40 à tarde e as vezes mais, ajuda em muito.

Peço desculpa a quem estes textos tenha incomodado, mas mais uma vez este recanto é meu. Por isso, o pedido de desculpa não passava de uma forma correcta de vos mandar passear. Muito além das férias, são momentos, detalhes, que, se não forem registados e mesmo partilhados acabarão por serem esquecidos...

Este site voltará à sua actividade normal já-já no próximo texto :-)

Sem comentário, seja o primeiro! | Publicado por Ruben Alves @ 22/06/10 21:24
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Ruben... Quem sou? Nascido em Novembro de 1980, Sagitáriano puro e duro com ascendente Aquário. Sou canhoto, adoro arte, computadores, fotografia, redes, programação, design, música. Odeio futebol, bacalhau e injustiça.

Neste momento sou um Jovem de 30 anos, curioso pela vida, curioso por tudo o que mexe, tudo que respira, que faça ruídos. Encanto-me facilmente com uma gota de água a bater no vidro mas não fico impressionado com um Ferrari. Gosto das coisas simples da vida, um olhar, um sorriso, um simples gesto. Adoro amar, como gosto de ser amado. Não troco o meu leitor DVD por uma PlayStation, no entanto trocaria um filme por uma bela fotografia.

Não sou complexo, apenas perplexo... tudo depende do ponto de vista.

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No meio de tudo isto, tenho este lugar cibernético. Um recanto pontualmente actualizado, apontado como um blog, mantenho a minha ideia que antes de ter esta pretensão, considero que é antes de mais nada um simples sítio web onde escrevo, descrevo, apresento, coloco perguntas, dúvidas e afirmações. Com os textos, coabitem vários espaços representativos do meu Espaço.

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