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Luxor, é a antiga capital do Egipto, bem antes de passar para o Cairo. Daí ter tido um papel muito importante no Egipto antigo. Como por exemplo na forma como eram enterrados os faraós. Toda a gente imagina os túmulos perto das pirâmides. Mas nada disso, é verdade que muitos estão nas pirâmides, mas todos os réis da 18,19 e 20 dinastia estão todos na chamada Valley of the Kings (mapa). E era mesmo isso que ia visitar!
Um dia repleto de coisas por fotografar, momentos, contactos directos com os locais. Enfim, um bom motivo para acordar as 4h15. Pelo menos, foi a hora que o telefone do quarto tocou para acordarmos. Passava meia-hora lá estava eu a tomar o pequeno almoço.
Já passava das 5h20 e o autocarro meteu-se em marcha, a estrada era surpreendentemente boa. Quatro faixas, montes de latas velhas nomeadamente Peugeots 504 Break. Passado meia hora tínhamos entrados no deserto, uma nacional digna da antiga ip5 mas só com duas faixas, uma estrada montanhosa.



Basicamente foi ai questionei se voltaria a regressar para Portugal. Para fazer uma analogia simples, os egípcios não são condutores! Mas sim pilotos. E tem ajuda de Allah para ajuda-los nas curvas. Só para o registo, algo que aconteceu mais do que uma vez, foi fazer ultrapassagens  em curvas sem visibilidade quando de repente surgia um camião/carro/mota do outro lado da faixa de rodagem, sem espaço para 3 veículos ao mesmo tempo. Mas quase ao último momento, os dois veículos que estavam nas extremidades encostam à berma para deixar passar em segurança o autocarro! De cortar o fôlego!



Agora, imaginem isso ao longo do 200kms! O mais curioso, que não presenciamos nenhum acidente.
Uma vez em Luxor, depois de uma breve explicação sobre a história da cidade visitamos o templo de Karnac. Onde gizavam ruínas com mais de 3000 anos de historia. O verdadeiro tesouro do Egipto antigo estava à minha frente, literalmente cozendo por baixo de 40 graus de sol impiedoso para as peles brancas dos Russos e dos outros turistas. Não consigo não pensar no génio daquela civilização, não só para erguer as pirâmides, como qualquer um destes templos. É simplesmente fantástico e mesmo depois dos ataques do império Romano, às cheias do Nilo, muito do antigo templo permanece erguido apesar dos diversos restauros.



Depois do almoço, seguiu-se a travessia do Nilo numa jangada artesanalmente construída. Que antecedeu a visita ao vale dos Reis. Este último é que sem dúvida vale mesmo a pena ser visto. Num único sitio estão situados 62 túmulos conhecidos. Com direito a visita de 3 deles, fomos rapidamente indicados para o túmulo de Ramsés III, V e VIII. E só conseguia dizer uma palavra WOW!


Fonte da imagem - Egypt Holyday - Infelizmente não fui autorizado em tirar fotografias no interior dos túmulos.

Mesmo com a reconstrução dos túmulos para a industria turísticas conseguiram manter a ideia geral dos sítios e mesmo sem os tesouros enterrados, sentimos o imperialismo e o poder dos Reis de então.
Pouco tempo depois desta visita fomos guiados para o templo dedicado ao Ramsés III, um lugar ainda mais sumptuoso, edificado depois da morte do Rei. Repleto de hieróglifos descrevendo o passado do Egipto e da família real, este palácio também é conhecido por Madinat Habu. Lá fiz outro amigo: Marmud Ramsés IV (que tinha 4 mulheres), que me mostrou uns recantos menos apontados pelos guias turísticos a troco de um cigarro Português.



Creio que foi o culminar do dia. Pouco depois estávamos de regresso para o hotel a mais de 280kms e 4 horas de viagens naquela fantástica nacional.
Como previa foi um dia incrível, possivelmente o melhor (até hoje) de todas estas férias. Neste dia descobri como os egípcio são chatos como tudo. Não se pode dar um segundo de trela, caso contrario vem logo com artigos muito mais imitados por um euro, postais, águas já abertas, esculturas falsas etc...
Como digo, é um povo na sua globalidade pobre. E apesar do guia falar em escolaridade gratuita vi muitos miúdos na berma da estrada a tentar vender, trabalhar no campo ou simplesmente brincar. Da mesma forma, como mesmo depois do guia falar em sistema de saúde gratuito, vi imensos dentes estragados... Penso que há um sistema por parte dos guias que contam uma realidade diferente do que realmente existe. Tal como aquele caso dos menos que suplicavam por restos de comida, e que foram simplesmente expulsos pelos adultos da aldeia. Como se tudo fosse encenado para que o turista apenas visse um Egipto mágico, sem os problemas de falta de nutrição, doenças e dificuldades económicas de qualquer pais Africano.



Finalmente, eram 22:10 quando chegamos ao hotel para terminar com um excelente buffet.
Hoje foi um dia em grande, só para terminar alguns números:
  • 2,50 L de agua ingerida,
  • 600 Kms de estrada percorrida pelo deserto, vales do Nilo e montanhas,
  • 10 horas de autocarro,
  • 4 novas palavras árabe no meu dicionário (Salam, Shukran, e duas que já não me lembro)
  • 170 fotografias (só sobram 155) tiradas num dia
  • 45 graus  de temperatura máxima no vale dos reis
  • 3 horas de sono
  • 15 euros gastos com o telemóvel (1 chamada e 4 ou 5 sms)
Amanha promete ser um dia mais calmo... Mas há algo que me diz que nunca posso realmente confiar nestas previsões...

Sem comentário, seja o primeiro! | Publicado por Ruben Alves @ 21/06/10 23:40
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Ruben... Quem sou? Nascido em Novembro de 1980, Sagitáriano puro e duro com ascendente Aquário. Sou canhoto, adoro arte, computadores, fotografia, redes, programação, design, música. Odeio futebol, bacalhau e injustiça.

Neste momento sou um Jovem de 30 anos, curioso pela vida, curioso por tudo o que mexe, tudo que respira, que faça ruídos. Encanto-me facilmente com uma gota de água a bater no vidro mas não fico impressionado com um Ferrari. Gosto das coisas simples da vida, um olhar, um sorriso, um simples gesto. Adoro amar, como gosto de ser amado. Não troco o meu leitor DVD por uma PlayStation, no entanto trocaria um filme por uma bela fotografia.

Não sou complexo, apenas perplexo... tudo depende do ponto de vista.

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