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Sexta-feira 28 de Maio: O dia da saída, o início de uma viagem com mais de 11.000Kms estava preste a começar.

Acordo às 10 da manha com uma dores de cabeça brutal. Mal sabia o que  este dia preparava-me. Se soubesse....
Tomo um comprimido para a dor de cabeça, tomo o meu último café, "pequenalmoço" rapidamente em casa, pois a minha boleia para o aeroporto não brinca com o tempo.
Durante o caminho para o aeroporto, o nível de stress já elevado devido aos fantásticos bilhetes electrónicos que são necessários imprimir. Mas para quem não tem impressora em casa, o problema é outro. Apesar de ter impresso em PDF o e-mail de confirmação e enviado para o meu iPod, não fazia ideia de como os hospedeiros de bordo iriam reagir.
Mal chego ao aeroporto, tudo começa mal:
- Ela: Mas olha, qual é o terminal?
- Eu: não sei, deixa ver...
Pego no iPod, verifico o email, e leio: Terminal 2B.
- Eu:  Terminal 2, deve ser a nova extensão da Portela.
Depois da S.  Deixar-me, rapidamente reparei no boarding desk que o meu voo não figurava nos próximos aviões. Pois, o Terminal 2B era o terminal de chegada. Resultado, regresso à rua para apanhar o autocarro que faz a ligação para o terminal 1. Mal chego à rua, vejo o dito cujo já a fechar as portas... Pronto, mais 15 minutos de espera, com vista privilegiada para a segunda circular.
Uma vez dentro do terminal 1, procuro o balcão 47 (para quem não sabe, ainda foi necessário dar umas voltinhas). Chego ao balcão, já com receio de ser rejeitado e enviado para uma fila enorme de gente por não ter impresso o bilhete electrónico. Felizmente, nem tudo correu mal e o rapaz pegou no meu iPod e em menos de 3 segundos emitiu o meu bilhete. Dia de sorte penso eu! Pois... Passado mais de hora e meia nos corredores do aeroporto da Portela a visitar as lojas, matar o tempo e a ouvir musica, aparece-me outra boa noticia: atraso de 2 horas para o voo Easyjet com destino à Paris.



Depois de esperar mais duas horas, finalmente a fila forma-se. Como já sei o quê que a casa gasta, fico-me para os últimos, sem pressa para entrar no autocarro que irá levar-nos para o avião. Mais uma vez, a sorte bateu-me à porta. Uma Francesa, mesmo à minha frente, proveniente do Funchal, com escala em Lisboa tinha conseguido por qualquer milagre entrar na sala de embarque sem ter feito o check-in. Resultado, mais 15 minutos de espera ate regularizar a situação.
Finalmente, dentro do avião, já em velocidade de cruzeiro deu-me daquelas tosses secas, daquelas que pedem agua de imediato. Pois, sorte minha a hospedeira das bebidas estava a passar naquela altura. Peço com educação por uma garrafa de agua:
- Eu: Vous avez de l’eau fraiche s’il vous plait?
- Ela: Oui bien sur!
- Entrega-me a agua, e eu já pronto para abrir e só oiço
- Ela: Ca fait deux euros monsieur.
Fogo, 600 paus para 20cl de agua mineral? Deves estar a gozar... Mas não estava mesmo, lá tive de ser roubado a 10.000 metros de altitude e dar o dinheiro. Por completar o super preço, a hospedeira tinha acabado de vender-me uma agua vittel – marca de agua francesa tipo Luso ou Fastio. E claro, esqueci-me completamente o sabor asqueroso da agua francesa. Apesar de ser cara e horrível, a sede e a tosse passaram. Happy me pensava eu.... Pois... Ainda faltava o resto.
20h30: Chegada a Paris, o avião aterra no Charles de Gaulle! Que enquanto! Bom tempo, rapidamente estava fora do avião para recolher a minha mala. E um grande WOW quando chego às passadeiras, um monitor com a hora prevista de entrega das malas: 20h47. Apenas 10 minutos de espera... Enquanto esperava fiquei igualmente siderado com outro painel com o informação do transito em Paris em tempo real.



Quase tudo a vermelho! Tranquilo pensava eu, o meu pai deve estar lá fora e o homem conhece muito bem a cidade ate achei esta informação desnecessária.
Entretanto, já passava das 21h00 e nada das valises... Ligo ao meu pai para avisar que continuo à espera e para combinar um lugar para o nosso encontro. E ai, tudo o que pensava que sido o pior do dia, acabava por tornar-se o menos pior.
- Ele: desculpa lá, mas com as duas horas de atraso, aproveitei para fazer x,  e estou em Paris, não vou conseguir ir buscar-te. Tens te de safar...

21h15: pego na minha mala, aproveito a informação do transito e evito apanhar um táxi para ir à busca do RER. Como o aeroporto não era dos pequeninos e claro, como o meu dia de sorte assim o dictava, tive de percorrer todo o terminal 2b e 2c à pé (isso, dá mais ou menos 20 minutos).

21h45: estação do RER - comprar bilhete! Problema: só moedas ou “Carte de credit”.  8,5 euros sem opção notas. Como o meu multibanco não era compatível, la tive e pedir ao guichet de informações o que poderia fazer. Cumulo, do cumulo, à minha frente um grupo de italianos, cheios de duvidas. 15 minutos de espera para conseguir comprar um bilhete. Finalmente, tinha o meu bilhete de comboio. O azar voltava a bater-me à porta, estava eu a descer as escadas e vejo o comboio a sair... Apesar de estar outro à espera, o que tinha acabado de sair era um directo Aeroporto – Paris Gare du Nord. Como o outro parava em todos as estações (daquelas com nomes de cidades já infelizmente conhecidas pela alta quantidade de vandalismo), achei por bem esperar pelo próximo comboio directo.

22h20: o comboio arranca e pára logo na estação seguinte: Roissy CDG 2. Na qual entram mais uma pessoas... Ou quase, pois um casalinho tinha acabado de se ver separado pela fechadura automática das portas. Com o medo de ficar sem a mulher, o homem lembra-se de puxar pelo alarme do comboio! Pimba, mais 10 minutos parados na estação. Guardas da estação, motorista, policia etc... Finalmente arranca e sigo finalmente para Paris Gare du Nord.
Já feliz por estar quase a terminar o meu dia, reparo com algum receio nas estações pelas quais passamos sem parar. Todas,  e quando digo todas é mesmo no sentido literal estavam repletas de “jovens” de fato de treino com aquele aspecto típico dos subúrbios de Paris... Não era por nada, mas este sentimento de insegurança fez-me pensar duas vezes... Mais valia sair logo na gare du Nord e apanhar um táxi em vez de mudar duas vezes de estações de metro.

23h01: saio do RER e em vez de deparar-me com uma estação de comboio, estava perante uma selva daqueles jovens,  todos parados a olhar e analisar todos os que por ai transitavam. Praticamente ninguém entrou no comboio, pois, estavam todos aí para outra coisa... Finalmente, saio da estação, entro num táxi e feliz por estar num ambiente mais seguro peço para levar-me para o Boulevard Magenta. Quando, de repente o carro que circulava em marcha lenta simplesmente para, o taxista vira-se para mim e diz:
- Ele: mas a estrada que quer é já esta ai ao fundo desta avenida! Não prefere ir a pé?
- Eu: não não, quero ir de carro, para alem da hora tardia, estou cansado e não quero andar mais.
- Ele: bem, é que estou há imenso tempo a espera por fazer uma corrida de 5 euros.
Parado, em silencio, ainda pensei que o taxista ia expulsar-me do táxi. Quando, de repente, engata primeira e leva-me para o meu destino.

23:13: Finamente em casa...

Janto qualquer coisinha simples, e deixo-me na conversa com os meus familiares e por alguns e-mails em dia até às tantas da manha - adormeço sem dar conta por volta das 2 da manha. O primeiro dia estava assim concluído.

Sem comentário, seja o primeiro! | Publicado por Ruben Alves @ 06/06/10 15:45
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A Magoa

Ruben... Quem sou? Nascido em Novembro de 1980, Sagitáriano puro e duro com ascendente Aquário. Sou canhoto, adoro arte, computadores, fotografia, redes, programação, design, música. Odeio futebol, bacalhau e injustiça.

Neste momento sou um Jovem de 30 anos, curioso pela vida, curioso por tudo o que mexe, tudo que respira, que faça ruídos. Encanto-me facilmente com uma gota de água a bater no vidro mas não fico impressionado com um Ferrari. Gosto das coisas simples da vida, um olhar, um sorriso, um simples gesto. Adoro amar, como gosto de ser amado. Não troco o meu leitor DVD por uma PlayStation, no entanto trocaria um filme por uma bela fotografia.

Não sou complexo, apenas perplexo... tudo depende do ponto de vista.

[...] Farto de escrever... | pausa II

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No meio de tudo isto, tenho este lugar cibernético. Um recanto pontualmente actualizado, apontado como um blog, mantenho a minha ideia que antes de ter esta pretensão, considero que é antes de mais nada um simples sítio web onde escrevo, descrevo, apresento, coloco perguntas, dúvidas e afirmações. Com os textos, coabitem vários espaços representativos do meu Espaço.

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