class main AboutMe { exec(); }
Já alguém imaginou o que era ter um sistema informatizado em que bastava dizer o quê que queriamos e ele automaticamente o faria? Antes de iniciar a minha carreira informática (antes da era dos 486), imaginava que os computadores faziam tudo sozinho, que apenas bastava dizer que queríamos um jogo ele automaticamente executava, que bastava em indicar o serviço que pretendíamos, e automaticamente instalava e configurava. Uma máquina inteligente e adaptada ao estilo humano.
Pouco tempo depois tive o meu primeiro computador, alias, o meu irmão teve. Confesso que o meu primeiro computador não era meu, mas sim do meu irmão :P Era um computador Multimédia, com um super processador 486 Dx2, um disco de 200Mb, Sound Blaster 16 com um leitor de CD 2x. Hoje em dia parece algo do século passado (e de facto, é mesmo), mas na altura era altamente potente (pouco meses depois saíu o primeiro Intel Pentium 60 ou 70 não me recordo perfeitamente). Com a chegada deste computador a casa, a primeira tarefa foi “entender” como é que funcionava. Basicamente era um sistema em MS-DOS que corria o windows 3.11, logo tinha primeiro que arrancar em MS-DOS e depois digital “win” para passar em modo gráfico. Depois desta fase, foi o problema da instalação. Como instalar?
Sem Internet na altura, tinha que arranjar disquetes ou CD-ROM com aplicações ou jogos. E assim fui crescendo no mundo da informática, aprendendo tudo aos poucos. Com a aparição do Windows 95, tudo tornou-se mais fácil. Apesar de continuar muito igual. O método de instalação era semelhante (suporte físico que implicava um processo de instalação).
As réplicas do windows 95 (windows 98, Me, 2000, XP etc...) perpetuam este sistema básico de manipulação computorizada. Apesar de hoje em dia ter a Internet, já podemos descarregar as aplicações pela rede, e instalar. Mas permanece o mesmo paradigma. Como saber o que queremos? Com isso, quero dizer que um determinado utilizador que pretende enviar um ficheiro para um alojamento precisa de um determinado software para realizar esta tarefa. Para isso, tem que procurar pela Internet uma aplicação faça as funcionalidades de um cliente FTP (isto é apenas um exemplo). Para pesquisar, vai ao google e de seguida tira um programa que nem sabe o que é, como funciona, e principalmente pode ter virus ou adwares, spywares e outros termos acabados em “*wares” (tudo menos softwares :P). No entanto, ele vai considerar-se satisfeito, porque realizou a sua tarefa...

Agora coloco a seguinte sugestão: o quê que isto tem de novo desde do windows 3.11? O método em 15 anos não mudou. Primeiro pesquisa por si próprio e depois instala e finalmente configura tudo a mão... Colocando isso noutro prisma, neste aspecto a Internet não mudou nada para o utilizador.
Imaginemos agora um sistema quase perfeito, em que bastava apenas "falar":

  • sistema, quero um programa de FTP
  • ele responde: tenho as seguintes propostas, agora escolha
  • sistema, quero o programa xpto
  • ele responde: ok, estou a transferir os dados e depois configuro tudo.

Passado uns segundos (dependendo da ligação Internet e do programa em causa), ele automaticamente descarregava e instalava tudo o que fosse preciso para que o programa funcionasse... Isto seria uma Revolução, era definitivamente uma mudança. Finalmente o utilizador não precisa de saber nada para “ter”. O único defeito deste sistema era mesmo o facto do humano ter que trabalhar por si, ainda não é capaz de fazer o nosso trabalho por nós! (ainda bem... hehehe)

E se vos disser que este sistema Existe, e que não só está disponível para qualquer um, como ainda por cima é gratuito (também é de borla! :P). Ficam a saber, que o Linux faz exactamente isto (entre outras coisas claro!). No entando não deveria falar em Linux, mas sim em distribuições do Linux tal como o emergente Ubuntu, ou Fedora, Debian ) , Red hat entre outros. Porque Linux em si é uma base (suportada por sua vez por outra base que é o Kernel, mas isso é outro assunto), onde cada grupo desenvolve a sua própria plataforma operativa juntando aplicações especificas que tornam cada distribuição especificamente diferente adaptando-se a um público alvo (desktop users, servidores, administradores, comon users, gamers etc...).
Mas regressando ao sistema de sonho, cada um destes sistemas tem por deito um “instalador” de programas designados por: YUM (para sistemas do tipo Redhat) e APT (para sistemas do tipo Debian).
Por exemplo, para instalar um leitor de mp3, teriam a seguinte sintaxe:
“Caro computador, instala-me por favor um leitor de mp3”
Na prática, basta só escrever:

visto o computador não ter estado de espirito (logo não precisamos de ser bem educados com ele. Também não é preciso designa-lo, visto tudo o que é escrito é especificamente escrito para o computador, logo ele sabe sempre que é para ele :P).

Finalmente, como o sistema funciona em inglês, temos apenas que traduzir para:

install mp3 player

Mas como o linux obedece a determinadas normas (a primeira palavra é o nome do programa, as restantes são argumentos), o comando final seria algo como:

Para exemplificar, vou instalar no meu sistema um gravador de DVD. Só que não sei qual é o nome do programa, logo segundo a lógica apresentada o comando seria:


apt-get example

Aqui o apt informa-nos que existe uma aplicação chamada “gnomebaker”, que corresponde ao critério da nossa pesquisa. Para instalar o programa basta teclar:

sudo apt-get install gnomebaker

Nota: em sistemas Ubuntu, é necessário o “sudo” antes de qualquer comando que necessita de privilégios de administração (em redhat's e similares, basta fazer login como root ou efectuar um su para root). O comando “sudo” quer dizer: Super-User DO...

					
ruben@aioros:~$ sudo apt-get install gnomebaker
A Ler Listas de Pacotes... Pronto
Construindo Árvore de Dependências... Pronto
Pacotes recomendados :
gstreamer0.8-mad gstreamer0.8-flac gstreamer0.8-vorbis
Os seguintes NOVOS pacotes serão instalados:
gnomebaker
0 pacotes actualizados, 1 pacotes novos instalados, 0 a remover e 0 não actualizados.
É necessário fazer o download de 883kB de arquivos.
Depois de descompactar, 2703kB adicionais de espaço em disco serão utilizados.
Obter:1 http://archive.ubuntu.com dapper/universe gnomebaker 0.5.1-0ubuntu1 [883kB]
Obtidos 883kB em 16s (53,1kB/s)
A seleccionar pacote previamente des-seleccionado gnomebaker
(A ler a base de dados ... 131143 ficheiros e directórios actualmente instalados.)
A descompactar gnomebaker (desde .../gnomebaker_0.5.1-0ubuntu1_i386.deb) ...
A instalar gnomebaker (0.5.1-0ubuntu1) ...

ruben@aioros:~$

Quem disse que o Linux era complicado?

Poderá encontrar mais informações sobre o APT e sobre o YUM na Internet.


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AeroTurbina

Ruben... Quem sou? Nascido em Novembro de 1980, Sagitáriano puro e duro com ascendente Aquário. Sou canhoto, adoro arte, computadores, fotografia, redes, programação, design, música. Odeio futebol, bacalhau e injustiça.

Neste momento sou um Jovem de 30 anos, curioso pela vida, curioso por tudo o que mexe, tudo que respira, que faça ruídos. Encanto-me facilmente com uma gota de água a bater no vidro mas não fico impressionado com um Ferrari. Gosto das coisas simples da vida, um olhar, um sorriso, um simples gesto. Adoro amar, como gosto de ser amado. Não troco o meu leitor DVD por uma PlayStation, no entanto trocaria um filme por uma bela fotografia.

Não sou complexo, apenas perplexo... tudo depende do ponto de vista.

[...] Farto de escrever... | pausa II

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No meio de tudo isto, tenho este lugar cibernético. Um recanto pontualmente actualizado, apontado como um blog, mantenho a minha ideia que antes de ter esta pretensão, considero que é antes de mais nada um simples sítio web onde escrevo, descrevo, apresento, coloco perguntas, dúvidas e afirmações. Com os textos, coabitem vários espaços representativos do meu Espaço.

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