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Há bem pouco tempo ainda, pensava que a palavra assertividade era sinónimo de "uma pessoa regular, que faz coisas de forma certas", mas estava profundamente enganado. A assertividade é "pour ainsi soit dire", uma forma de saber comunicar, dizer o que se pensa nem no entanto ferir o outro.
Como em qualquer processo comunicativo existe um emissor e um receptor. O processo de comunicação existe através de comunicação verbal (incluindo o silêncio) ou gestual; mas isso toda a gente sabe.
As subtilezas da linguagem e da nossa mente levam-nos a reagir de uma determinada forma consoante uma determinada frase ou comportamento. Esses podem ser: passivos, assertivos ou agressivos. A assertividade é um tipo de equilíbrio entre "deixa estar" e a agressividade.
O que é ser agressivo? Apesar de ter um nome, ela pode encarnar-se de várias formas tal como: violência psicológica, física (as mais óbvias claro), mas como também é comportamento agressivo uma pose (punhos fechados, braços cruzados), uma resposta seca e curta como por exemplo:

A - "Que frio, estou cheia de fria, não me queres aquecer um pouco?"
B - "não."

Pois é, um simples não, ou resposta curta pode ser considerada como agressividade pelo interlocutor. Querem mais?

A - "Hoje pensei em ti todo o dia, mal cheguei a casa, escrevi um poema para ti. Diz-me o que pensas"
Após leitura...
B - "Nada de especial, já vi melhores.... "
Claro, estes são exemplos um pouco exagerados, onde existe alguma agressividade por parte do elemento "B", no entanto ele pode muito bem não dizer sem nenhuma maldade (não confundir maldade com agressividade), apenas diz o que pensa sem preocupar-se com o que pode sentir "A". Isso é o principio básico da assertividade!
Este tipo de comportamentos é mais notável em seres Humanos do género masculino visto terem por norma menos sensibilidade do que as mulheres, no entanto é algo que pode ser encarado de forma generalizada a toda a população, porque nunca ninguém é SEMPRE assertivo. Podemos é ter atitudes assertivas ou não :)

Esta forma de comunicar não é de caso algum um meio para não dizer as verdades, mas sim uma técnica para dizer o que pensamos sem no entanto ferir os outros. Por exemplo, retomando os exemplos anteriores, mas desta vez com respostas um pouco menos agressivas:

A - "Que frio, estou cheio de fria, não me queres aquecer um pouco?"
B - "Neste momento não posso, estou eu próprio congelado."
Ou seja, o objectivo é dizer o que pensamos, mas justificar de forma a outra pessoa entender o porquê da nossa resposta. O simples facto de explicar leva a compreensão, evitando assim um corte na comunicação.

A - "Hoje pensei em ti todo o dia, mal cheguei a casa, escrevi um poema para ti. Diz-me o que pensas"
Após leitura...
B - "Não é propriamente um Eugénio de Andrade, mas agradeço e reconheço o teu esforço. Obrigado"
Aqui, em vez de simplesmente rebaixar a pessoa, podemos dizer que de facto existem melhores poemas (apesar de não se justificar comparar com outros elementos), agradecendo e valorizando o esforço.

Na minha tentativa de entender melhor este conceito, descobri um texto sobre assertividade conjugal num "blog" que gostaria de partilhar com vocês:


ASSERTIVIDADE CONJUGAL

Numa relação amorosa é importante que as pessoas consigam comunicar eficazmente. E isso só é possível se os membros do casal estiverem aptos a utilizar determinadas habilidades sociais, como a assertividade e a resolução de problemas.

Embora esteja cada vez mais difundida, a assertividade continua a não fazer parte do léxico de muitos portugueses. Importa, por isso, defini-la:

Assertividade [conjugal] é a expressão directa, honesta e clara de sentimentos, pensamentos, necessidades e opiniões, sem ferir, humilhar ou faltar ao respeito de forma intencional [ao cônjuge].

Embora possamos dizer que existem pessoas mais assertivas do que outras, importa, desde já, salientar que ninguém é sempre assertivo. No entanto, a capacidade de implementar comportamentos assertivos constitui uma grande vantagem para atingir o sucesso no plano conjugal. Assim, os casais mais felizes são aqueles que mais desenvolveram esta habilidade e que a usam na maior parte das suas interacções.

Como referi atrás, o comportamento assertivo implica honestidade e clareza. No entanto, a assertividade não pode ser confundida com a frontalidade a qualquer preço. A segunda postura é mais agressiva, hostil e violadora dos sentimentos do interlocutor.

Por outro lado, para que um comportamento seja classificado de assertivo, é importante que a honestidade não seja acompanhada de grandes níveis de ansiedade. Isto é, os membros do casal devem ser capazes de expor pensamentos, opiniões ou necessidades sem experimentar angústia.

Assim, uma pessoa assertiva deve ser capaz de:

  • Expressar as suas opiniões, mesmo que estas sejam diferentes das do cônjuge. Ao fazê-lo, não deverá sentir-se nervosa. Uma pessoa assertiva reconhece o direito à igualdade, pelo que lida de forma eficaz com a diferença de opiniões. Reconhece que a assertividade é a forma mais eficaz de encontrar consensos ou, simplesmente, aceitar as diferenças.

  •  Dizer não a um pedido do cônjuge, desde que o considere injusto. Amar alguém não deve implicar o recurso a comportamentos submissos. A capacidade de dizer não, acompanhada de uma justificação legítima, não abala o romance. Pelo contrário, impede que os membros do casal acumulem frustrações ou se anulem na relação conjugal.

  • Receber e fazer elogios. Uma pessoa assertiva reconhece a importância dos elogios, pelo que não perde uma oportunidade para valorizar os comportamentos positivos do cônjuge. Não se centra apenas nos erros do companheiro, pelo que promove a sua auto-estima. Demonstra, assim, a capacidade para observar os erros mas também os bons actos.

  • Fazer comentários negativos legítimos. Há muitas formas de criticar – algumas mais construtivas do que outras. Uma pessoa assertiva não tem medo de criticar o seu cônjuge, pois fá-lo sem qualquer tipo de humilhações. A hostilidade é substituída pela capacidade de criticar um erro específico, acompanhada pelo reconhecimento dos esforços já efectuados pelo cônjuge.

Quando uma pessoa não é capaz de ser assertiva, recorre a um de três tipos de comportamentos: passivo, agressivo ou manipulativo. Mas sobre isso “falaremos” outro dia…


Texto retirado de: http://apsicologa.blogspot.com
No seguinte URL: http://apsicologa.blogspot.com/2006/04/assertividade-conjugal.html

Este texto (o meu) não pretende em caso nenhum ser uma crítica, mas sim falar sobre algo que me marcou não só por eu não saber o que era exactamente, como também pelo seu carácter bastante complexo e fascinante. Sei que tal como eu (não é Nuno :P) há pessoas que não sabem o que é assertividade, esperando dar outra visão sobre as nossas vidas e da forma como lidamos com os outros :)

Ruben - num momento bastante profundo :P

Sem comentário, seja o primeiro! | Publicado por Ruben Alves @ 24/11/06 03:48
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O Regresso

Ruben... Quem sou? Nascido em Novembro de 1980, Sagitáriano puro e duro com ascendente Aquário. Sou canhoto, adoro arte, computadores, fotografia, redes, programação, design, música. Odeio futebol, bacalhau e injustiça.

Neste momento sou um Jovem de 30 anos, curioso pela vida, curioso por tudo o que mexe, tudo que respira, que faça ruídos. Encanto-me facilmente com uma gota de água a bater no vidro mas não fico impressionado com um Ferrari. Gosto das coisas simples da vida, um olhar, um sorriso, um simples gesto. Adoro amar, como gosto de ser amado. Não troco o meu leitor DVD por uma PlayStation, no entanto trocaria um filme por uma bela fotografia.

Não sou complexo, apenas perplexo... tudo depende do ponto de vista.

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