class main AboutMe { exec(); }
Já aqui descrevi o meu percurso matinal: atravessar a passadeira, pegar no meu jornal enquanto agradeço simpaticamente à menina sem nome. Jornal? O de sempre: Global Super Notícias (um quotidiano de dias úteis distribuido gratuitamente na zona de Lisboa e Porto).
Hoje não há “grandes notícias”, terramoto, 50.000 mortos, Myanmar, Terroristas no Euro 2008, bla bla bla, nada de novo das infortunas do nosso mundo. O problema, é que nem deu para fazer duas estações de metro que o jornal já tinha acabado. Lembrei-me de uma frase do meu irmão (ele estuda Marketing): “dá a oportunidade ao produto”... Da última página voltei para a primeira, e ainda bem que assim o fiz. Logo na contra-capa tinha um artigo de opinião brutalesco. Oh my god, até fiquei comovido pelas indirectas e claro pela partilha do bom momento de férias do editor executivo do Jornal 24horas, o Gonçalo Pereira.
Num texto descrevendo a apologia do seu conforto e bem estar com o modo de vida e forma de estar de outros Portugueses, o Gonçalo deixa em aberto uma reflexão duvidosa sobre as Low-costs e o resultado que produz oferecer viagens mais baratas aos Portugueses - Massificação das férias e das viagens. Agora todos podemos viajar, sim porque dantes, dar uma voltinha de avião devia ser reservado apenas aos mais ricos... Deve ser como antigamente com o frigorífico. Depois da massificação do produto, que originou uma baixa significativa do seu preço, os primeiros Portugueses de classe supostamente média/baixa puderam comprar o seu frigorífico! Imagino o artigo do Gonçalo 50 anos atrás:
  •  Estes Senhores agricultores põem de tudo e mais alguma coisa lá dentro, desde cebolas, batatas, vejam bem, até vinho!
  • Se for preciso, nem electricidade têm.
  • Maldita Singer!
Criticar alguém publicamente por ser imbecil, compreendo perfeitamente! Agora, criticar alguém publicamente e amplamente de Burro ou básico simplesmente porque não sabe fazer de outra forma é certamente injusto. Principalmente se for pelas costas. Pode-se é, ficar indignado e comentar em privado. No fundo, até concordo com o Gonçalo, até talvez teria escrito o mesmo aqui neste sítio (mas eu só tenho 3 visitas dirias, das quais 2 são minhas).Agora, quando se têm uma posição privilegiada na divulgação de opiniões, creio que também devemos saber ficar calados. Para ser Opinion-Maker é preciso ter certas qualidades, que é notório não as ter ao julgar pela visão estreita e cubista das suas férias.

Pergunto eu... Mas afinal Gonçalo, o que é que queres?
  • Proibir os broncos de irem de férias?
  • Proibir os broncos de irem contigo de férias?
  • Proibir os broncos de irem de férias em companhias low-cost?
  • Proibir as companhias low-cost?
  • Realizar um teste de QI, radiografia dos pulmões e TAC ao cérebro antes de embarcar?
Talvez a ideia por trás disto tudo será eventualmente a marca profunda de 50 anos de um regime limitador que ainda está bem presente nas rugas populacional. Talvez o problema também seja o ensino, ao qual só agora é que se admite fazer avaliação aos professores (apesar de ser um falso problema). Porque o verdadeiro problema acaba mesmo por ser a falta de cultura global, não só dos mais modestos como também de alguns directores executivos. Porque a situação aqui descrita pelo Gonçalo é uma situação que acontece com qualquer faixa etária, social e não é só algo que acontece com os portugueses, não, não acontece mesmo só com portugueses. Porque mesmo antes das chamadas “low-cost” já havia portugueses nestas andanças. E a portarem-se mal. Digo isso, do alto dos meus queridos 27 anos. Não é que tenha viajado muito, mas pelo que me recordo já não era a primeira vez que via os nosso contribuintes armarem-se em felizes da vida no estrangeiro. Talvez seja mesmo isso que leva o turista a portar-se mal: impunidade e felicidade por estar de férias (deixo esta última frase para reflexão).

Confesso que uma deixa no fim do texto deixou-me chocado “[...] infelizmente, cada vez comum” (referindo-se aos broncos Portugueses e ao seu modo de estar no estrangeiro). Eh pá deves (Gonçalo) pensar que somos todos ricaços! Antes, os pobrezinhos não iam de férias, de repente têm possibilidade de ir graças às low-cost, e o Senhorzinho está incomodado? Quem está, está, quem vai, vai – La dizia o Adérito há 20 anos atrás (pode não ser nenhum doutor ou engenheiro, mas certamente terá mais sentido de vida e valores humano do que o aquele texto reportou). Já que é editor executivo do 24h e deve receber bem por isso, deve ter algures uma espécie de tico e teco versão evoluída que o permita reflectir e pensar como um Ser talvez mais evoluído do que estes fatais “broncos” que descreveu tão bem. Pelo menos, soube tão bem analisá-los, e a pensar que estava a dar uma grande notícia, só mostrou com que tipo de pessoas o 24horas é gerido.
Malditos “comentários”....


Sem comentário, seja o primeiro! | Publicado por Ruben Alves @ 18/05/08 00:08
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Ruben... Quem sou? Nascido em Novembro de 1980, Sagitáriano puro e duro com ascendente Aquário. Sou canhoto, adoro arte, computadores, fotografia, redes, programação, design, música. Odeio futebol, bacalhau e injustiça.

Neste momento sou um Jovem de 30 anos, curioso pela vida, curioso por tudo o que mexe, tudo que respira, que faça ruídos. Encanto-me facilmente com uma gota de água a bater no vidro mas não fico impressionado com um Ferrari. Gosto das coisas simples da vida, um olhar, um sorriso, um simples gesto. Adoro amar, como gosto de ser amado. Não troco o meu leitor DVD por uma PlayStation, no entanto trocaria um filme por uma bela fotografia.

Não sou complexo, apenas perplexo... tudo depende do ponto de vista.

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