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Se tivesse um grupo de concierges, teria certamente este assunto para partilhar com as minhas amigas, no entanto, não sou concierge nem trabalho num sítio onde há destas "coisas". Logo, vão ter que levar comigo. Digo vos já, este texto é estúpido, banal e sem grande interesse. Quem tiver melhor para fazer, que o faça. Os restantes, ainda podem aventurar-se nesta fantástica aventura!

Ontem de manhã (é incrível tudo o que acontece quando se vive em sociedade..) estava eu tranquilamente no autocarro no meio de outras pessoas à espera de chegar ao meu destino. Uma viagem penosa, atribulada pelo pára-arranca, aperto, calor pois claro mais de metade do autocarro estava de pé.
Quando, finalmente, na altura das Amoreiras, o autocarro finalmente esvazia-se ao deixar sair alguns passageiros. Como sempre, nesta altura do percurso libertam-se vários lugares sentados, e ontem, por sorte, dois deles, mesmo ao meu lado. Como não sou do tipo a fazer a ida sentado, gosto de ceder os lugares às senhoras e aos menos novos. Mas é agora mesmo que tudo acontece, uma senhora, apressada (certamente motivada pelo medo de perder esta fantástica oportunidade de fazer 2 minutos da viagem sentada), empurra-me pedindo licença: “dá-me licença por favor” e pimba, levo com 80kg de carne e gorduras femininas, e claro, como o autocarro estava ainda a esvaziar-se, com pessoas a sair outras em movimento, para não criar ainda mais problemas para as pessoas que estavam a deixar o autocarro, só lhe disse: "tenha calma, já lá vamos". Não é que a gaja ficou simplesmente ultrajada porque tinha-me pedido a minha licença e eu não lha dei (ainda por cima pediu com um “por favor” - ler isso com ironia, senão a piada não funciona :P)! Oupa oupa camaradas, sentia inspiração subir e só lhe disse:

Cara amiga, não é por pedir licença com um tom imperativo (“dá licença”... dá  dá dá....) que lha vou dar, primeiro as pessoas que estão a sair, por isso tenha calma.

Olhou para mim como quem me queria dar tau-tau, mas nem disse nada, nem um pio. Mas as gajas têm destas coisas, conseguem dizer muito só com o olhar... Fiquei ainda mais bem disposto, logo pela manhã, isso é que foi! Adorei... 

Pergunto agora eu, será que fui arrogante? Posso considerar-me como um grande cabrão arrogante? Afinal, a senhora era uma pessoa modesta (não vamos entrar em detalhes do porquê de eu estar a dizer que é modesta ou não) e eu preferi fazer-lhe frente no autocarro para deixar as outras pessoas passar em primeiro para assim saírem em vez de  ficar calado. Será?
  • Oh, pá! Se fui, ainda bem!
  • Se sou arrogante? No comment!
  • Se sou um cabrão? Às vezes...
  • Se estou-me nas tintas sobre o que a gaja pensa de mim? Certamente!
  • Se voltaria a fazê-lo? Sim... Adorei aquele olhar matador do tipo: “não te posso ver à frente!”
Não é por nada, mas esta treta do “com licença”, “com a sua licença”, “dê-me licença” é quase sempre acompanhado de um empurrão. Como se, antes mesmo de fazer a merda, já estivesse a desculpar-se. Depois de alguém pedir licença, ninguém pode dizer nada, pois claro, acabou de desculpar-se agora mesmo! Com que lata é que ficamos? Hein?
- Ora com licença, vou riscar o seu carro.
- Então? Hé! Não estás bem? Estás a riscar o meu carro!
- Hum... Desculpe senhor,  repare bem como lhe pedi licença. Só o faço porque avisei. Caso contrário ficaria quieto.

OK, este exemplo é estúpido, mas avisei logo ao inicio que este texto seria estúpido. Mas o exemplo funciona bem. Por norma, quando se “pede” alguma coisa a alguém, é PaulaBobonescamente correcto esperar que a segunda pessoa lhe ceda esta tal “licença”, tornar-se licenciado por terceiros é geralmente bem visto para que as coisas funcionam bem numa sociedade pura, harmoniosa, com florezinhas de todas as cores e tudo... O pior, nisto tudo, é que como eu não lhe cedi a licença, levei o empurrão e ainda por cima fiquei mal visto, ohhhh mas que pena... A vida é cruel... (ler esta parte com lirismo, caso contrário não tem piada).
Ainda bem que hoje é Sábado. Vou fazer Hyoga (!=Yoga) para relaxar...


Sem comentário, seja o primeiro! | Publicado por Ruben Alves @ 17/05/08 23:54
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Ruben... Quem sou? Nascido em Novembro de 1980, Sagitáriano puro e duro com ascendente Aquário. Sou canhoto, adoro arte, computadores, fotografia, redes, programação, design, música. Odeio futebol, bacalhau e injustiça.

Neste momento sou um Jovem de 30 anos, curioso pela vida, curioso por tudo o que mexe, tudo que respira, que faça ruídos. Encanto-me facilmente com uma gota de água a bater no vidro mas não fico impressionado com um Ferrari. Gosto das coisas simples da vida, um olhar, um sorriso, um simples gesto. Adoro amar, como gosto de ser amado. Não troco o meu leitor DVD por uma PlayStation, no entanto trocaria um filme por uma bela fotografia.

Não sou complexo, apenas perplexo... tudo depende do ponto de vista.

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No meio de tudo isto, tenho este lugar cibernético. Um recanto pontualmente actualizado, apontado como um blog, mantenho a minha ideia que antes de ter esta pretensão, considero que é antes de mais nada um simples sítio web onde escrevo, descrevo, apresento, coloco perguntas, dúvidas e afirmações. Com os textos, coabitem vários espaços representativos do meu Espaço.

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