class main AboutMe { exec(); }
Brancas como neve, as gardénias traziam a C. uma acalmia temporal sem paralelo, comparava-se a elas, via-se nelas. Pela sua leveza e simplicidade, C. não deixava de reconhecer que mantinham uma força colossal por resistir ao mistral que se fazia sentir nesta costa mediterrânea. Meio ao qual não pertenciam, C. não conseguia entender como é que estas flores de origem tropical conseguiram crescer neste meio inóspito, pareciam ter sido colocadas apenas para ela, como quem pede protecção. Comparava-se com o mistério e a beleza desta planta nascida no lugar errado, encarnava-se nas raízes, escutava cada  murmúrio e repetia-o. Admirava a forma com a qual dobravam ao soprar da brisa, sobrevivendo até a primavera para eclodir. Este milagre de origem inexplicável fascinava a C., estava como, anestesiada do mundo enquanto permanecia junto a elas. Tal como elas, C. sentia-se deslocada deste mundo. Incompreendida pelo outros, marginalizada resistia pelo seu direito a felicidade que temia encontrar no olhos de C. . Receava que apesar do sombrio dos seus olhos, R. fosse capaz de a despir pelo interior sabendo e recusando a admitir que seria a única forma que ela também teria de eclodir. C. viva no seu mundo, protegida pela sua flexibilidade em resistir ao vento, resistia ao apelo do que pudesse vir a sentir. De origem ancestral, R. era oriundo dos Rugdild, povo renegado pela sua barbaridade e força pura, que demonstraram ao longo dos tempos serem capazes de evoluir diluindo-se nas várias terras da península. Hoje em dia, os Rugdild deixaram de representar uma comunidade de guerreiros, no entanto, esquissos traços físicos ainda podiam ser encontrados na anatomia de R. . Corpulento e de peito erguido, impunha-se pelos seus traços fortes e viris. Usava da aparência para dissuadir e da sua inteligência persuadir. Filho de professora e filósofo, navegava pelo Reino em busca da verdade. Que o levou em deixar a C. durante vários anos. Mas, tal como a primavera, estava finalmente de regresso e as belas flores brancas também....

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O que é feito da C.? Se alguém a encontrar, que me diga alguma coisa... (Já agora, R. não pretende esconder Ruben...)
Sem comentário, seja o primeiro! | Publicado por Ruben Alves @ 24/04/08 01:28
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Agricultor Cubano

Ruben... Quem sou? Nascido em Novembro de 1980, Sagitáriano puro e duro com ascendente Aquário. Sou canhoto, adoro arte, computadores, fotografia, redes, programação, design, música. Odeio futebol, bacalhau e injustiça.

Neste momento sou um Jovem de 30 anos, curioso pela vida, curioso por tudo o que mexe, tudo que respira, que faça ruídos. Encanto-me facilmente com uma gota de água a bater no vidro mas não fico impressionado com um Ferrari. Gosto das coisas simples da vida, um olhar, um sorriso, um simples gesto. Adoro amar, como gosto de ser amado. Não troco o meu leitor DVD por uma PlayStation, no entanto trocaria um filme por uma bela fotografia.

Não sou complexo, apenas perplexo... tudo depende do ponto de vista.

[...] Farto de escrever... | pausa II

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No meio de tudo isto, tenho este lugar cibernético. Um recanto pontualmente actualizado, apontado como um blog, mantenho a minha ideia que antes de ter esta pretensão, considero que é antes de mais nada um simples sítio web onde escrevo, descrevo, apresento, coloco perguntas, dúvidas e afirmações. Com os textos, coabitem vários espaços representativos do meu Espaço.

Talvez seja o lugar mais sensato para me conhecer... Ou pelo menos, iniciar-se nesta longa viagem que é o meu Ser...
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