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Apesar de não gostar de falar de coisas geograficamente limitadas, acontece que desde da semana passada encontro-me com algo de incrível no panorama “pedintorial” Lisboeta!
Talvez alguém que usa os transportes públicos, certamente terá reparado na entrada do metro no M. de Pombal na figura mais caricata das personagens ambulantes e deambulantes do submundo dos transportes colectivos.
Como todos sabemos, quando infelizmente se chega ao limiar da pobreza, sem casa, sem ajudas, sem nada, só sobra uma única saída possível: o peditório público.
Desde de pequeno que me recordo dos “Clochards”, dos pedintes na zona da Praça da República, rua dos Almadas, Ribeira do Porto, Alfândega, largo de S. Domingos etc... Alias, em New-York la estavam eles também, Espanha, Inglaterra etc... Em todos os países mais ou menos desenvolvidos há pedintes (menos em Cuba, não por não ser desenvolvido, mas sim porque simplesmente não existe pedintes em Cuba...). E todos eles, independentemente da zona tem algo em comum: “Dizem" que são pedintes, e “o trabalho” deles é pedir dinheiro às pessoas, seja por misericórdia, piedade, ou porque fazem truques de bypass com música, animais, etc...  Rapidamente, com a aparição das novas comunidades da Europa de leste, temos vindo a receber mais pessoas que também precisam de pedir para sobreviver. Então encontramos facilmente os Romenos, Húngaros, Croatas entre outros com anúncios de peditório escritos em Português (claro... Não ia estar escrito em cirílico, já que para muitos de nós o próprio Português é complicado, quanto mais outras línguas).
- E porquê que estes anúncios estão escritos? (Pergunto eu de forma muito estúpida e vazia... )
- Porque ... não sabem falar em Português! (Ora boa resposta!)

Pois é, escrevem (ou alguém escreve por eles) por não sabem falar! E agora voltando à minha amiga do M. de Pombal. Tudo começou talvez na quinta passada, quando agarrado ao meu “Global Notícias” (já disse, dos jornais à borlix é o menos pior. Tirando o Sexta, que até tem qualidade..), e ia entrar no Metro ao som dos “Au Revoir Simone”, e deparo-me com uma senhora sentada no lado direito das escadarias do metro, manipulado com alguma delicadeza folhas de jornais. Caí em mim. Fiquei parado no tempo, achei tão triste, senti-me mesmo tão mal. Não porque a senhora metia pena, mas sim porque tinha acabado de receber o meu jornal que ia acompanhar-me durante cerca de 5 minutos e depois iria abandoná-lo selvagemente  nos detritos quaisquer de uma estação de metro. Veio-me logo a mente o seguinte pensamento (o motivo pelo qual senti-me tão mal...):

- Ora merda... A vida é mesma fodida, ora bem, tens aqui dois usos distintos do mesmo objecto, eu que o vou ler, consumir, olhar de cima, insultar e deitar fora, e ela que não o vai ler, mas não o deita fora. Vai guarda-lo porque dá-lhe jeito...

À séria que fiquei chocado pela diferença dos mundos. Não é que eu seja alguém de fora  ou extraordinário deste mundo, alias, somos imensos todos os dias a fazer o mesmo. A problemática não está em mim, por ser x ou y, mas sim no conceito do mesmo objecto ter uma função informativa para uma classe populacional, e para outra já tem uma objectivo funcional.

Tudo isto pensado em poucos segundos, tipo, pif paf bim bam boum tá pensado... E enquanto olhava para a senhora, observava o uso que ela dava ao papel, e sentia-me triste... Um pouco ao lado, estava ao lado dela um anúncio (aqueles anúncios à Húngaro para quem não sabe falar...) que dizia assim: “ POR FAVOR AJUDEM-ME
e por baixo, tinha um papel colado por cima do anúncio que dizia entre parêntesis : ”SOU PORTUGUESA

......

Nunca tive tanta vontade de tirar uma foto à um pedinte, foi brilhante aquela do “sou portuguesa”, como se essa treta fosse importante para quem dá... Alias, é altamente discriminatório para os outros. É do género: “mas o quê que ela dizer com isso? Por ser portuguesa tem direito à uma esmola maior?” E depois dá-se ao luxo de ficar a espera que o seu cartaz publicitário rendesse dinheiro...
Sinceramente... “Eu sou Portuguesa”... Era mesmo escusado. Alias, se não tivesse nada escrito, ainda teria sido capaz de lhe dar uma moedinha, fiquei mesmo fodido em nome dos pedintes Bósnios, Croatas e Sérbios! 
Sem comentário, seja o primeiro! | Publicado por Ruben Alves @ 18/04/08 20:17
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Ruben... Quem sou? Nascido em Novembro de 1980, Sagitáriano puro e duro com ascendente Aquário. Sou canhoto, adoro arte, computadores, fotografia, redes, programação, design, música. Odeio futebol, bacalhau e injustiça.

Neste momento sou um Jovem de 30 anos, curioso pela vida, curioso por tudo o que mexe, tudo que respira, que faça ruídos. Encanto-me facilmente com uma gota de água a bater no vidro mas não fico impressionado com um Ferrari. Gosto das coisas simples da vida, um olhar, um sorriso, um simples gesto. Adoro amar, como gosto de ser amado. Não troco o meu leitor DVD por uma PlayStation, no entanto trocaria um filme por uma bela fotografia.

Não sou complexo, apenas perplexo... tudo depende do ponto de vista.

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No meio de tudo isto, tenho este lugar cibernético. Um recanto pontualmente actualizado, apontado como um blog, mantenho a minha ideia que antes de ter esta pretensão, considero que é antes de mais nada um simples sítio web onde escrevo, descrevo, apresento, coloco perguntas, dúvidas e afirmações. Com os textos, coabitem vários espaços representativos do meu Espaço.

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