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A selecção dos genes no século XXI. Um assunto que pode ser visto como uma ideologia racista ou nazi se ficarmos pela primeira parte da mensagem. A verdade, é que este conceito existe, e é bem real. Let me explain it :)
Antes de mais, é interessante verificar algo de muito pertinente quando falamos de selecção dos genes, na medida em que se trata de uma selecção natural não consequente de uma doutrina, mas sim de valores socio-culturais. A ideia é simples, e surgiu-me de uma frase popular francesa que diz: “les chiens font pas des chats”. (Os cães não fazem gatos). Isso aplicado a ideia que os filhos são os que pais são. Como já disse inúmeras vezes, somos aquilo que os outros nos trazem. No entanto, para voltar a conversa, acontece que hoje em dia a escolha dos genes é feita por nós, com ou sem o consentimento dos nossos educadores. Escolhemos um parceiro “soit-disant” para a vida, a nossa medida, que consegue enquadrar-se na nossa maneira de pensar, ser, e principalmente viver num determinado espaço/tempo. Passando a primeira fase da paixão amorosa, surge ou não a segunda fase, que pode ou não ser criadora de de outros sentimentos, nomeadamente amor. Poderia também discutir, o conceito do amor, mas terá que ficar para uma próxima vez. Aqui o importante é realçar o facto que a paixão não faz parte da teoria dos genes até porque hoje em dia surge quando nem sequer conhecemos a pessoa ao vivo (penso aqui, nas convivências virtuais), ou quando mal conhecemos alguém. Alias a paixão é um sentimento curioso porque estabelece sentimentos sem grande envolvimento pessoal nem investimento. Fica esta última frase ao seu critério. A selecção dos genes é algo que é feita mais na idade adulta, em que, passado várias experiências da vida, aprendemos sobre as pessoas e sobre o tipo de pessoas. Acontece que ao ganharmos sabedoria, continuamos em não saber ao certo o que pretendemos, no entanto sabemos o que não queremos, e é aqui que surge a selecção natural dos genes. A busca e a respectiva selecção pelos genes que poderão constituir uma família, cachopos, acordar as 5 da manhã para mudar fraldas e entre muitos outros “prazeres” da vida.
Quando, finalmente prontos para este grande passo das nossas vidas, procuramos uma alma, não para namorar, mas sim para conjugar genes. Apesar de sabermos que o divórcio é algo de tão comum como filas de trânsito no IC19, acreditamos sempre não passará por nós, e que somos capazes de o evitar. Porque afinal, todos achamos que somos sempre mais espertos do que os outros. Deixo esta última frase a vossa consideração.
A selecção dos genes, é certa injusta, porque excluí imensa gente boa, carinhosa, simpática e amorosa. Mas a verdade, é que se não nos sentirmos capazes de nos ver num futuro médio/longo prazo com esta mente, o relacionamento acaba rapidamente (a não ser de sermos desesperados, com cabelos brancos entre outros detalhes. O relógio hormonal a fazer tic tac, tic tac é por vezes um obstáculo a selecção dos genes). A selecção dos genes, leva-nos a procurar e escolher pessoas como nós, quero com isso dizer, não interessa muito o signo astrológico ou a cor do cabelo, mas sim a existência do mesmo modelo socio-cultural e as vezes económico. Exemplo, não vejo muito bem uma princesa (daquelas a sério, não aquelas de séries televisivas) casar com um operador de máquinas industriais (aqui, o uso do verbo casar, engloba igualmente o conceito do ajuntamento de trapos). Lamento o exemplo, não tenho nada com os operadores de máquinas industriais, mas apenas trata-se de um exemplo, não colocando ninguém acima de outros. Apenas quero com isso dizer que às barreiras sociais sempre existiram e que foram construídas pela nossa sociedade, pelo nosso novo modo de vida. Um pouco ao estilo das castas na Índia, mas menos  pronunciado. Outro exemplo demonstrativo, um escritor/artista dificilmente irá encontrar o seu amor numa pessoa que não consegue entender o seu método de pensar reflectir, porque o seu equilíbrio não será respeitado ou poderá sentir-se incompleto. Repito, aquilo que somos é o reflexo daquilo que fomos. Logo, um médico tem uma série de conceitos e forma pensar diferente da senhora que trabalha numa caixa do pingo doce há 10 anos. Esta última, talvez, poderá encontrar a sua felicidade no operador de máquinas industriais. A verdade é que depois da cama, do sexo ardente e tórrido, as pessoas necessitam de comunicação, diálogo. O encontro espiritual tem de permanecer ao longo da nossa vida. Porque é isso que nos faz sentir realizado, é isso que mantém o bom equilíbrio na nossa vida... Sem comunicação, partilha de projectos, sentimentos e evolução mutua nada feito...
A selecção dos genes, é no fundo uma selecção cultural, natural, dirigida pela nossa mente, pela sociedade e principalmente pela nossa educação.
Talvez, não seja assim tão diferente, quando antigamente, os pais escolhiam o parecer do filho. Se formos a ver bem, a selecção dos pais organiza-se pelos mesmo métodos e princípios. O problema era quando esta escolha envolvia um terceiro elemento. Mas recordo que antigamente, o casamento era de facto visto como um meio de procriação e manutenção do estatuto do nome e das famílias, relegando para segundo plano a ideia do bom marido ou boa esposa.
A selecção dos genes, é sem dúvida uma escolha egoísta, reflexo da sociedade na qual vivemos. Devido ao diversificado mercado dos cromossomas, das meios de comunicação e transportes , leva-nos a procurar sempre o melhor exemplar para as nossas vidas. Algo que não acontecia quando o universo da escolha era limitado às 4 ou 5 aldeias vizinhas. Hoje podemos procurar de norte a sul, fora do país através dos continentes, em qualquer lugar podemos procurar...
Let's find it :)

Sem comentário, seja o primeiro! | Publicado por Ruben Alves @ 26/02/08 14:19
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Ruben... Quem sou? Nascido em Novembro de 1980, Sagitáriano puro e duro com ascendente Aquário. Sou canhoto, adoro arte, computadores, fotografia, redes, programação, design, música. Odeio futebol, bacalhau e injustiça.

Neste momento sou um Jovem de 30 anos, curioso pela vida, curioso por tudo o que mexe, tudo que respira, que faça ruídos. Encanto-me facilmente com uma gota de água a bater no vidro mas não fico impressionado com um Ferrari. Gosto das coisas simples da vida, um olhar, um sorriso, um simples gesto. Adoro amar, como gosto de ser amado. Não troco o meu leitor DVD por uma PlayStation, no entanto trocaria um filme por uma bela fotografia.

Não sou complexo, apenas perplexo... tudo depende do ponto de vista.

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No meio de tudo isto, tenho este lugar cibernético. Um recanto pontualmente actualizado, apontado como um blog, mantenho a minha ideia que antes de ter esta pretensão, considero que é antes de mais nada um simples sítio web onde escrevo, descrevo, apresento, coloco perguntas, dúvidas e afirmações. Com os textos, coabitem vários espaços representativos do meu Espaço.

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