class main AboutMe { exec(); }
Regras e mais regras... Estamos numa sociedade de regras, algumas sem nexo, outras nem nem por isso! O mais giro das regras, é que focaliza uma massa populacional para um determinado objectivo, concentra os nossos comportamentos de forma a que sejam todos idênticos, assim ninguém pisa os sapatos do vizinho. É de facto vital numa sociedade termos regras e implementar cada vez mais regras sobre tudo... É mesmo necessário! O mais interessante, é que nesta história das regras, é quando há alguém que não entende o sistema de comunicação destas mesmas regras (eu por exemplo!). Porque existem vários tipos de regras, existem várias formas de as comunicar. No outro dia por exemplo, estava na FNAC (aie... difícil de resistir), tinha ido revelar uma grande quantidade de fotografias (302 para ser exacto) e quando,  um dia voltava para casa, recordei que era o último dia para buscar as fotos (época de natal obriga...), por isso, tentei buscar as minhas fotos sabendo que não tinha o .... PAPEL! O famoso papel que dá o número do envelope, com o teu nome e tudo! Bem, la fui eu a aventura, na esperança que me caísse a sorte grande. Bem, caros leitores, nem imaginam a minha felicidade quando descubro que o Fnaqueiro de turno era o mesmo que me tinha atendido da última vez. Sem tardar, la fui eu com um ar convincente:

- Olá boa tarde, como está? Vinha buscar as minhas fotografias, recorda-se, aquelas 300. Até falamos das objectivas eyefish e tudo?

Já repararam a minha técnica? Primeiro, simpático, depois a pergunta como está (como se já o conhecesse há muito), depois coloco-lhe o meu objectivo e tento faze-lo recordar de mim, de forma a não me fazer muitas perguntas e assim não duvidar da minha autenticidade.
E Bingo, não é que o Fnaqueiro se recordava de tudo? Fiquei tão feliz, o problema é que não era ele que tratava da entrega das fotos, mas sim a responsável de turno a horrível e antipática Cruela DeVil! La tentei eu usar os meus poderes de Jedi Master, para convencer que fazia parte da equipa dos “good guys”, mas que não tinha nem o super Papel, e ainda por cima esqueci-me do meu BI em casa... Bem, tinha tudo ao meu favor, todas estas linhas para regressar ao início, sobre aquilo das regras (ainda se recordam?) quando ela me vem com uma lei:

- Mas o Senhor não está a querer perceber porquê? Já lhe disse, regras são regras, e disso nada posso fazer, sem o Papel, não há fotografias!

Escrito, talvez não seja tão arrogante como dito, mas a verdade, é que a arrogância da Cruela DeVil, virou-me as tripas do avesso. Porque apesar de serem  regras justas, o meu amigo Fnaqueiro (Pongo de nome), sabia que era eu, mas tinha medo da superior e por nem piou! Estava tramado, não só com a regra, que por sinal fazia sentido mas sim com a Cruela DeVil. Fiquei revoltado pelo abuso e falta de simpatia dela. Logo, não me desfiz e como bom quebrador de regras que sou, não me desmontei e contra-ataquei. Exemplifiquei, até que, no meio do meu terrível combate contra as forças do mal, consegui encontrar exemplos plausíveis. Mas Cruela é Cruel, nada quis saber! Ao chamar a responsável da loja (uma tipa nova, com uns trinta anos), falei com ela, super simpática e soubemos resolver o problema em 2 minutos. Agora pergunto eu... Porque que o raio da Cruela DeVil não me disse logo que tinha que falar com a responsável em vez de impor cegamente as regras? Será que tem assim tantos clientes que podem dar-se ao luxo de perder um membro do cartão Fnac com quase 10 anos? Não sei... A verdade é que levei a melhor simplesmente porque ela foi arrogante e eu fui quebra-regras. Agora, se tivesse sido simpática, talvez não teria procurado quebrar as leis. Este exemplo fez-me reflectir sobre o valor das normas, e claro a sua abrangência. Será que funciona assim para tudo? Será que ao bater o pé conseguimos quebrar as regras? Será que fiz bem ao fazer frente a arrogância de uma funcionária aspirante a gerente? Deveria ter ficado caladinho e comer a sopa até fim? Não sei, mas pelo menos fiquei com as fotos!

Pouco tempo depois, surgiu-me outra regra estranha... Mais uma vez na mesma Fnac (eles devem ter algo de combinado, só pode.... ) Resumindo, tinha acabado de decidir comprar o Tourist Trophy para PS2 (promoção -> 19,90€) com uma nota de 20€. Quando me dirijo as caixas para efectuar o pagamento e reparo que existem 3 caixas. Como toda a gente, vamos sempre para a caixa onde há menos gente. E durante o tempo de espera, estava a falar destas regras com o meu irmão, falei do exemplo anterior com a Cruela DeVil, e quando chegou a minha vez, desenhou-se a seguinte conversa:

- Olá boa tarde, tem cartão Fnac?
- Tenho sim, aqui está.
- Como vai pagar?
- Em dinheiro (como é que haveria de ser? Aceitas a troca por litros de leite, ou pele de carneiro? Pensei eu...)
- Ah, é que aqui é só para pagamentos Multibanco. Veja:

E mostra-me um suporte em PVC (daqueles em que se põem as ementas das esplanadas das tascas), com efectivamente a tal regra. Sinceramente, com a fila do início, mais a conversa com o meu irmão, aquela treta ficou no domínio do invisível. E mais, se fosse algo de comum acontecer nas Fnac, até poderia ter prestado mais atenção, ou se tivesse sido exposto como é usual em grandes superfícies (algo de grande, colocado no topo da caixa) talvez não teria ido por esta caixa, mas não, nem eu, nem o meu irmão vimos tal regra. Mais uma vez confrontado com a porcaria das regras, ou melhor, por estar fora do circuito de comunicação das regras, fiquei a espera 10 minutos para nada.. Não é por nada, até mas até estava disposto em dar-lhe os 10 cêntimos, só para não ter voltar a ficar 10 minutos na fila. A sério, das 3 caixas tive a infortuna ideia de me meter na fila errada! Até pensei, justifica-se mesmo uma caixa só para Multibancos? Mas muito educadamente, agradeci, disse-lhe que não sabia, e saí da fila... Comi a sopinha toda, e esperei mais 10 minutos para poder pagar...
Este exemplo, também me deixou pensativo, mas como já tinha armado a confusão há um mês atrás, não quis reproduzir a proeza e com muito civismo, deixei que um erro de comunicação da Fnac me estragasse o dia.

Mais uma vez, regresso as regras...Até que ponto. é que as regras são para ser desviadas? Ok, nem vou por em questão as leis da República (até porque aí entraria noutro debate), mas fogo! Ás vezes acredito que as pessoas abusam com regras, sinto-me obrigado em seguir o que não quero fazer só porque a regra obriga-me em fazê-lo. Não estou falar das regras que impeçam aos outros de serem livres, ou felizes, apenas leis e regras que supostamente simplificam a vida, mas que acabam por complicar tudo. Deve existir um sindicado dos criadores de regras, que tem um emprego para proteger no qual tem quotas de regras para inventar, criar ou copiar... só pode.
Sem comentário, seja o primeiro! | Publicado por Ruben Alves @ 06/02/08 02:26
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Ruben... Quem sou? Nascido em Novembro de 1980, Sagitáriano puro e duro com ascendente Aquário. Sou canhoto, adoro arte, computadores, fotografia, redes, programação, design, música. Odeio futebol, bacalhau e injustiça.

Neste momento sou um Jovem de 30 anos, curioso pela vida, curioso por tudo o que mexe, tudo que respira, que faça ruídos. Encanto-me facilmente com uma gota de água a bater no vidro mas não fico impressionado com um Ferrari. Gosto das coisas simples da vida, um olhar, um sorriso, um simples gesto. Adoro amar, como gosto de ser amado. Não troco o meu leitor DVD por uma PlayStation, no entanto trocaria um filme por uma bela fotografia.

Não sou complexo, apenas perplexo... tudo depende do ponto de vista.

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No meio de tudo isto, tenho este lugar cibernético. Um recanto pontualmente actualizado, apontado como um blog, mantenho a minha ideia que antes de ter esta pretensão, considero que é antes de mais nada um simples sítio web onde escrevo, descrevo, apresento, coloco perguntas, dúvidas e afirmações. Com os textos, coabitem vários espaços representativos do meu Espaço.

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